Comunidade e Cultura

A Diretoria de Comunidade e Cultura foi criada na gestão 2015-2017 da FEBRAPSI para coordenar e articular ações de interface da Psicanálise com o social e o cultural. Pretende-se a expansão da Psicanálise para além dos consultórios, inserindo-a cada vez mais na cultura e na comunidade. Daremos continuidade a trabalhos realizados por várias federadas, por meio de grupos organizados e de psicanalistas que, de forma autônoma, são sensíveis às questões que afetam as cidades, imprimindo maior incentivo aos movimentos de articulação da psicanálise com a comunidade artística, científica, política, social (organizações e movimentos populares), ambiental etc.

São tarefas dessa diretoria promover encontros periódicos das federadas visando a troca de experiências e a geração de novos projetos, bem como estimular a realização de atividades de cunho social e colaborar na capacitação de profissionais das áreas de saúde, educação e outras. Devemos, também, atuar na captação de recursos materiais junto a empresas e órgãos públicos e privados visando estabelecer parcerias para a realização de projetos que beneficiem diversos setores da sociedade.

No levantamento realizado pela Diretoria de Comunidade e Cultura junto às federadas identificamos as seguintes atividades que vem sendo desenvolvidas:

  • clínicas de atendimento às comunidades, algumas funcionando nas instituições psicanalíticas há décadas, e atendendo em psicanálise a todo tipo de demanda – adultos, crianças e adolescentes, casais e famílias, mães-bebês ;
  • experiências de trabalho psicanalítico com grupos em comunidades;
  • atividades relacionadas às artes plásticas, cênicas, cinema e literatura;
  • palestras abertas ao público;
  • atividades de extensão – cursos e grupos abertos de estudos, voltados para: infância e adolescência, família e casal, autores psicanalíticos, introdução à psicanálise, contribuições à clínica psicanalítica e estudos literários;
  • cursos, palestras e seminários são oferecidos a públicos específicos, como estudantes de psicologia, medicina e áreas afins: introdução à teoria psicanalítica, experiências com Grupos Balint;
  • consultorias de análise institucional a grupos, coletivos, serviços de saúde (atenção básica, especializada e hospitais), secretarias de saúde e educação, ministério da saúde (na formulação de políticas como a humanização e saúde mental);
  • intervenções em áreas vulneráveis, em situações de desamparo social; em escolas públicas, trabalho em grupo com juízes (área criminal), projeto comunitário ligado à educação estadual;
  • mídia local: programas em rádios, blogs e redes sociais da internet (facebook e twiter), jornais;
  • parcerias com universidade (pós-graduação em teoria psicanalítica).

A Pesquisa “Psicanálise a Céu Aberto”, realizada este ano de 2016 em parceria Febrapsi e Fepal, traz aspectos que estimulam a reflexão sobre as múltiplas questões sócio-político-culturais que demandam intervenções psicanalíticas de apoio à comunidade com o intuito de garantir os direitos humanos da população.

Em seu relatório a pesquisa coloca inúmeras importantes questões que deverão ser objeto de atenção e aprofundamento: Como temos nos colocado frente a isso? Estariam os psicanalistas atentos a essa demanda? As instituições psicanalíticas estão examinando a si e aos acontecimentos sociais, políticos e econômicos de nosso tempo? Quais os projetos existentes e quantos psicanalistas estão envolvidos? Há espaço institucional para uma discussão sobre esta questão?

Há muito por fazer. O movimento da FEBRAPSI e de suas federadas em direção à comunidade já começou. Contando com o entusiasmo de nossos membros vamos adiante, expandindo e dando as boas-vindas a novos colegas e projetos.

Projetos, palestras, textos Morte e Vida Severina, mas qual Severina?

Precisamos falar sobre suicídio na adolescência
Pesquisa Psicanálise a Céu Aberto DCC Ampliada